Theatrum mundi: o império-minuto em dois romances portugueses contemporâneos
Resumo
RESUMO: Neste artigo, propõe-se a leitura de dois romances recentes — A noite das mulheres cantoras, de Lídia Jorge, e Ilusão (ou o que quiserem), de Luísa Costa Gomes—, entendendo-os, por extensão metonímica, como variações ficcionais em torno do velho topos do mundo como teatro. Salientar-se-á, em particular, o modo como neles o tecido romanesco incorpora o Zeitgeist contemporâneo, concretizando um escrutínio atento e desencantado dos tempos que Bauman consagrou como “líquido-modernos”.
PALAVRAS-CHAVE: Lídia Jorge; Luísa Costa Gomes; Modernidade líquida; Romance português contemporâneo; Theatrum mundi.
ABSTRACT: In this article, we analyze two recent novels — Lídia Jorge’s A noite das mulheres cantoras and Luísa Costa Gomes’s Ilusão (ou o que quiserem) — by considering them as fictional variations on the ancient topos of the world as stage. We will particularly seek to highlight the ways in which fictional discourse incorporates the contemporary Zeitgeist, ultimately accomplishing a thorough and disenchanted scrutiny of the times Bauman has consecrated as “liquid-modern”.
KEYWORDS: Lídia Jorge; Luísa Costa Gomes; Liquid Modernity; Portuguese Contemporary Novel; Theatrum Mundi
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